Mais do que claro é o futuro.

Ainda a pouco eu conversava com o Walnor. O que nós erramos? Onde falhamos como lideres? Claro que isto era uma conversa de bar como todas as outras, mas diferente.

Quando estávamos na faculdade tínhamos desafios. Professores, Diretores, DCE, outros alunos sem contar a satisfação de nós estrangeiros em Cascavel desafiarmos os próprios locais, filhos dos poderosos e tudo mais. Tínhamos desafios constantes que tinham que ser superados e as vitórias eram diárias. Impossível resistir a força de um massa nerd. Hackers de todos os sistemas. Digo aqui social, cultural, tecnológico, estudantil e muitos outros. Todos nós éramos hackers, ajudantes ou parte de um plano contra o nosso plano. Queríamos destoar, fazer a frequência da nossa vida ser outra a mais intensa. Vendíamos isto, vendíamos a diferença e que o nosso objetivo era sim mudar a sociedade. Sem este papo de fazer a minha parte, íamos fazer a nossa parte e a parte do todo.

Nunca fomos ignorantes e sempre soubemos o quanto dinheiro era responsável por isto. Então é claro que as festas, passes, controle político e social faziam parte disto.

E mais uma vez fomos competentes. Conseguimos reunir os melhores e os melhores foram mais longe e conseguiram os melhores e assim foi durante muito tempo.

Criamos nossa própria entidade espiritual pra explicar que todos nós éramos agnósticos. Que acreditávamos, mas não que alguma religião poderia explicar. Expansivos também, afinal acreditávamos em tudo, lembro bem que o pessoal não brigava com o Silviao porque tinham medo de ele jogar alguma maldição neles.

E como nunca nós crescemos, nos infiltrarmos em na Unioeste, em cascavel e na região a ponto de eu um dia pensar que nada em nenhuma cidade de Cascavel a Foz do Iguaçu pudesse acontecer a um de nós.

Afinal o Panteon era isto, o grupo que ditaria o caminho da sociedade. Mudaríamos o nosso mundo para que nós fossemos o que queríamos ser, nenhuma moral ou costume seria mais forte que o desejo de um panteonico, afinal, o Nilo que me corrija; Sociedade é só um conjunto de costumes e o que define a moralidade social são estes próprios costumes criados por eles. Nossos seriam os próximos costumes.

Essenciais, porque de nós derivariam os costumes futuros de gerações e não seriamos nós os vencedores e sim os próximos. Quica o Remo pudesse contar aos seus netos de como foi que as coisas mudaram.

Mas como eu disse, eu conversava com o Walnor e para nós ficou claro que chegou o momento que nós ficamos sem o inimigo. E sem ele perdemos o sentido de existência e a razão da organização. Perdemos. Perdemos pra nossa própria falta do que fazer.

Tentamos falsamente ajudar o Nilton. Eu mesmo falhei com ele, acho que se tivesse feito tudo com 5% da mesma energia da época das guerras eu teria com certeza atingido meu objetivo. Desculpas Nilton.

É fato e obvio para mim que não importa o quanto você queria, guerreiros são guerreiros e eles foram feitos para a luta. O guerreiro quando para de lutar ou não tem mais guerra alguma se aposenta. Toca suas próprias coisas, esposa, filhos e etc.

Alguns de vocês meus amigos, são guerreiros sem uma guerra. Alguns generais sem guerreiros. Alguns pensadores sem objetivo. Líderes sem seguidores.

O mais engraçado dentro os diversos pontos de vista é que nós perdemos porque sempre vencemos e por nunca conhecer a derrota não percebemos quando nós mesmos nos entregamos.

Pra você eu gostaria de dizer que o Panteon sempre vai ficar marcado como uma boa época pra mim. O Panteon era o sinonimo de que nada era impossível, que os problemas dos meus amigos que pareciam enormes eram pequenos para mim e os meus problemas que eram imbativeis eram pequenos para outro alguém.

Eu sempre tentei explicar pro Chiba muita coisa, mas nunca consegui explicar sobre como o futuro esta ali nos esperando e como é fácil vê-lo.

E mais uma vez sem deixar claro o que isto quer dizer e esperando que esta mensagem fique martelando na cabeça de voces eu cito: Agora eu sei que apenas eu posso parar a chuva.

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