Archive for the 'Pistoleiro' Category

A “Batalha Final”. Mas com certeza não a última.

quinta-feira, julho 27th, 2006

Hoje levanta-se mais uma vez contra o mim, o inimigo mais contante de sua vida. Por várias vezes batalhas foram travadas, tendo vitórias para os dois lados, e hoje não será diferente. Uma batalha importantíssima, será travada, poderá ser a batalha que decidirá esta guerra. Tudo dependerá da atenção, dedicação, precisão e por que nãoa perfeição?

A ingenuidade, de que depois de uma guerra vencida, não há mais batalhas, foi perdida a muito tempo, o Pistoleiro sabe que depois da “vitória” muitas coisas precisam ser mudadas, muitas batalhas, precisam ainda ser travadas, muitas melhorias e a regeneração da mentalidade e da estrutura, para só assim, a paz geral reinar. E é isso que teme, guerras civís, guerrilhas e oposições internas. Guerras frias que podem durar décadas, até que a tranquilidade e satisfação prospere.

Lembro-me do rosto de meu pai, e deu seus ensinamentos. Uma lição importante que me vem a cabeça é, de que mesmo achando que tarefas que venha a fazer possam lhe desviar de suas vontades, de seus caminhos e ainda de seus objetivos, faça-as. Tudo o que faz, contribui direta ou indiretamente para seus objetivos, achando você ou não isso. Lembre-se nos caminhos sempre existem curvas, que lhe impedem de ver muito a frente, por mais aguçada que seja sua visão. Assim que passar a curva, compreenderá que devia mesmo ter feito isso. Deixe que Ka lhe guie.

Que o dia seja Longo e meu falcão me guie em minha batalha me indicando os melhores pontos fracos ao qual atacar. Munição conferida e separadas por qualidade, táticas revisadas, soldados a postos e o frio do estomago que leva o coração a garganta.
À batalha!

A Verdade

terça-feira, julho 18th, 2006

Acordei hoje, recebendo a notícia de um mensageiro de um senhor de terras, que requisitava minha ajuda. Serei pago por ela, o senhor faz questão disso. Hoje, sou um único para tanto que precisa ser feito. Fico pensando se estou virando um escravo. Não quero ser um escravo da prata e do ouro como já vi outros tornarem-se, quero apenas conseguir seguir meu caminho adiante, em busca de minhas missões. Mas isto, a cada dia torna-se mais difícil de fazer. Por onde passo, pessoas comentam, e sempre alguém precisa de ajuda de um pistoleiro.

Quizera eu, poder ter uma vida simples. Será que conseguiria? “A ignorância é uma benção“, já diziam os velhos anciãos. Mas creio que a natureza desbravadora, presa pela ignorância seria pior. Ah, isso com certeza seria! Seria como aprisionar um animal selvagem. Com o tempo ele murcharia e perderia o seu sentido de vida.

O tempo! Peça chave de toda a existência! Arma mais poderosa de Ka, para conseguir tudo o que quer, embora o tempo não seja mais o mesmo. As vezes, dias são semanas, e outras vezes, apenas horas.

O que teria sido senão um pistoleiro? Ferreiro? Vaqueiro? Fazendeiro? Homem Letrado? Nada. Certamente teria sido nada. Uma falcão foi feito para voar alto, acima de tudo, ver longe, e ser predador, sem suas asas seria apenas… nada!

Dispensei o mensageiro, com um afirmativo a necessidade de seu mestre, e marquei meu encontro. Afinal, eu sou apenas um Pistoleiro. Nasci assim, vou morrer assim!

Aceite a verdade, já dizia o Homem de Preto. Não tente ir contra Ka, ele sempre vence!

Festas e novas Forças

segunda-feira, julho 17th, 2006

Hoje acordei com o sol a pino, deitado embaixo de uma árvore, com uma grande copa, de folhas grandes, verdes e galhos grossos, sentindo aquele vento quente do meio dia em meu rosto. Finalmente estou em terras verdes, onde um descanso foi mais que merecido, pois muito foi o tempo vagando pelas terras devastadas, e o deserto quente e árido.

Acordado as primeiras imagens que teve foi dos 3 dias passados. Festas foram feitas com o povo que habita estas terras, pois um pistoleiro sempre é bem recebido, pois suas histórias ainda são lembradas, e é uma coisa rara de se ver hoje em dia. Fora recebido dentre muitas outras celebridades, que encontraram-se na mesma região, sentira-se como em casa, como em seu antigo castelo, nos velhos tempos quando os pistoleiros ainda estavam pela terra.

Houve uma reunião descomunal, Reis, Prisioneiros, Soldados, Guerreiros, Pistoleiros, Magos, Seres Místicos, viajantes da terra natal, e vários outros. Todos reuniram-se para celebrar não apenas o encontro, mas pronunciamentos importantes, convites, e informações. Tudo esteve perfeito. Creio que todos sentiram seus corações encherem-se de alegria, e força emitida por cada pessoa. Uma visita muito importante também foi recebida no final de semana, o Homem de Preto veio mais uma vez trazer suas lições e hospedou-se no humilde celeiro onde o pistoleiro conseguiu abrigo. “Viva-commala! E todos digam, Obrigado!”

Hoje, recordo as lições aprendidas, Ver e Compreender. Mas não esqueço uma peça muito importante no meio de toda essa festa. Os olhos verdes, que seguiam acompanhando, acalentando, e dando novas esperanças de vida e trazendo novamente a tona algumas coisas que estavam sufocadas. Sentiu-se frio quando os olhos verdes se fecharam. Culpa do Pistoleiro, que por um segundo escondeu-se. Pode ter sido apenas um piscar, porém, eles realmente afetam a vida em torno, com apenas um momento de desatenção.

Confabulações ainda serão feitas antes que se acabe tudo, e a vida volte ao normal. Normal? Como a vida pode voltar ao normal se ela está em constante mudança?

Obrigado pela energia recebida, alívio, e aprendizado!

Longos dias e Belas Noites a todos!

Ver e Compreender

quarta-feira, julho 12th, 2006

Desde os seus primeiros dias, quando começou a ser treinado para ser pistoleiro, fora treinado para ver adiante. Não só ver, como enxergar, analisar, compreender o que via e, sempre, sempre aprender algo com aquilo. É isto na verdade que faz um pistoleiro, não as suas habilidades incomparáveis ao manusear uma pistola, nem de estrategista. Tudo se resume, se baseia na visão e compreensão.
Terá sido este treinamento tão melhor que de outros pistoleiros? Terá sido seu mestre o melhor dentre os mestres? Não crê que seja verdade, aliás, muitos companheiros de armas, tiveram o mesmo mestre.

Pistoleiros são escolhidos ao nascer, na verdade muito antes, ao serem concebidos. Ninguém se torna um pistoleiro de verdade por empenho. Talvez um título honorário, porém, sempre será um half-blood. Nunca será nato.

Somos uma estirpe totalmente escolhida, postos nos caminhos um dos outros por Ka. Diversos mundos se colidem, se interceptam, e temos pistoleiros em todos eles, sejam eles das mais diversas formas, Reis ou Soldados, Bárbaros ou Civilizados, Magos ou Plebeus, Imortais ou mortais, e nos mais diversos quandos. Todos os mundos, em todos os quandos tem um ponto onde se encontram, e ele é a Torre.

Aos meus irmãos em armas, eu lembro:

  • Nunca esqueça o rosto de seu pai.
  • Lembrem-se de suas missões, e empenhem-se ao máximo para cumpri-las.
  • Não esqueçam que tudo que é colocado em seu caminho tem um propósito.
  • A vida é simples, não complique ela. Apenas siga para onde Ka te levar.
  • Lembrem-se do seu compromisso público, de ajudar e auxiliar quando lhe for requisitado.
  • Ame como se nunca ouvesse amado.
  • Ande com confiança mesmo que no fundo de sua alma, esteja petrificado de medo.
  • Aprenda a cada olhar.
  • E nunca esqueça-se: “Um pistoleiro mira com o olho, atira com a mente e mata com o coração!”

Chega de Deserto!

segunda-feira, julho 10th, 2006

O fim deste deserto árido já pode ser visto. Não muito longe uma planície verde brota, como uma miragem, linda como um sonho, lá ele encontrará alimento e provavelmente água em abundância. Alimentará tanto seu corpo como seu espírito. Muito tempo em reclusão causam vertigens, e um enfraquecimento da alma.

Antigamente acreditava que apenas um auto-conhecimento bastava para manter sua mente sã, hoje sabe que isso é impossível. Provavelmente, 1 ano no deserto o tenha debilitado muito mais que se passasse um ano perdido numa floresta, porém, mesmo um tempo maior na floresta o faria perceber que apenas suas conversas consigo mesmo não bastam. Mas o tempo hoje, não é o mesmo que era ontem, e não será o mesmo amanhã.
Novas preocupações surgem conforme aproxima-se da planície, sabe que onde tem planície tem pessoas. Será possível ele conviver com elas depois de tanto tempo em reclusão e meditação? Lembra-se ainda o que é isso?! Tem suas dúvidas. Um convívio social, depende de muitos fatores, muitos deles é abrir mão de suas vontades, e ainda tem a mentalidade do local. Será possível o Pistoleiro se ajustar? Ou deverá o local se ajustar a ele? Errante são seus caminhos, e é bem provável que antes mesmo que um dos dois se ajuste, o Pistoleiro já tenha partido para novos lugares, continuando sua busca.

Nunca se sabe o que acontecerá. Tudo acontece conforme Ka. Pessoas podem surgir em seu caminho, e virarem ka-tets, também conhecido como companheiros, amigos, colocados juntos por intermédio de Ka.

Tão difícil quanto sua busca, é a sustentação de um Ka-tet, ou ainda mais. A cada dia pensa em como teria sido, se apenas continuasse na ignorância antiga. Ignorância não é tão ruim como imaginam. Na verdade é uma benção.

Como tem saudades de seus velhos companheiros, de sua terra natal, e de sua família. Um dia Ka os porá em contato novamente.

Flashback

sábado, julho 1st, 2006

Tudo era fácil. Meninos vislumbrando em um tempo muito longínquo o que fariam em certas situaçoes se já fossem Pistoleiros, aprendendo porém várias técnicas que salvariam suas vidas numa real batalha, mas sem dar o valor que elas realmente deveriam ter.

Hoje o deserto é duro, o sol escaldante, a água escassa e o tempo praticamente inexistente. “Se ao menos me lembrasse sobre aquela lição sobre como tirar água de pedra.”. Perigos sempre o rodeiam, ainda mais em sua busca constante por sua Torre, seus inimigos começam a unir-se contra ele, mas sobretudo ele vai ficando mais forte a cada dia, hoje capaz de derrotar mais exercitos que antes e com menos munição. Tudo se resumia em “passar bala”. Hoje a experiência o ensinou que as vezes atirar depois, ou ainda não atirar, é muito mais eficaz.

A batalha atual está chegando ao fim, visulmbra já os últimos guerreiros a sua frente, fracos, e cansados, no entanto sua munição começa a ficar escassa ele terá que reunir toda sua atenção, habilidade, inteligencia, e capacidade para disparar o mínimo possível sua antiga pistola com cabo de Sândalo, para “Não gastar bala com índio morto!”.

O velho mago um dia lhe disse que este momento chegaria, e o pistoleiro ansiava muito por isso. Agora que o momento chegou, sua visão está um pouco enubreada e desfoque. Obrigações mais uma vez o levam a lugares que não desejaria ir em sã consciencia. “Estou louco?” – a pergunta que o perturba em todo momento de silêncio. O jeito é começar a atirar e a fazer barulho!

Sonhava voar como seu antigo falcão! Bons tempos os antigos!

Green Eyes

quarta-feira, junho 28th, 2006

Eles são constantes, parecem buracos espiões nos olhos de uma pintura. Onde você vai sente-se vigiado, porém de uma maneira que da segurança, conforto.

Poderiam existir tais olhos em um deserto? Um deserto onde nem os urubus tem alimento sadio? Ao certo, é impossível saber, porém o sentimento de querer senti-los faz mais uma vez o Pistoleiro olhar ao redor. A sua busca, lutas, e conquistas começam a ter novamente variaveis a se considerar além da simples busca.

O mundo está correndo contra ele, não apenas o seu mundo, mas todos os outros que se misturam, se cruzam, se sobressaltam. Alguma coisa precisa ser feita para para-los…

Alguma coisa sempre acontece!

Abstinência

quarta-feira, junho 28th, 2006

Para alguns um simples ato de privar-se, conter-se.
O mundo atual não permite desejos nem forças ou vontades, apenas dita as regras, em alguns mundos isso chama-se destino, em outros consequências das escolhas, outros ainda é puro e simplesmente conhecido como ka. Pelo menos para o Pistoleiro. Uma fase de abstinência perdurou, para uns, como a nuvem que protegia o povo no deserto do egito, para outros como uma maré de azar. Tudo depende de um ponto de vista. Mas a verdade é que ela te deixa limpo das impurezas, e com sentidos mais aguçados.
Em todo o caso, foi uma fase negra, reclusa, de muita meditação e confabulação! E é claro trabalho! Trabalho este que lhe foi dado a princípio como simples, mas que porém se mostrou de dimensões maiores e muito mais importantes no decorrer dos dias, conforme acontecimentos.

A abstinência mostra o que realmente precisamos, a verdade simples e dura. Pro fim, o Pistoleiro passou por mais uma provação. Seria ele mago, ou sobre-natural? O que o fez vencê-la, foi a simples e velha Abstinência!

Distorcido, enubreado e desfoque

sexta-feira, maio 26th, 2006

Distorcido, enubreado e desfoque. Foi assim a última semana na vida do pistoleiro. Uma semana que se passou em um dos mundos existentes, nos outros é impossível se dizer com certeza. O tempo não é o mesmo, nos outros mundos. Caralho, não é o mesmo nem no seu mundo, como ele saberia o tempo decorrido nos outros?

Contudo, a última “semana” foi sem dúvida uma das grandes provações desde que se tornou pistoleiro. Exigiu uma dedicação incomun, força incomun e saúde incomun. Como sempre, abriu mão de muitas coisas para conseguir pegar outras. Melhores? Só o tempo dirá. Mas por enquanto, a alegria de uma parte de sua missão acabada lhe enxe de alegria o coração, e sua mente consegue descansar da preocupação, porém agora trabalha com novas idéias, e novas oportunidades que podem se abrir, e novas técnicas aprendidas.

Novo Mago, Novas Variáveis, decisões e conforto

quinta-feira, março 2nd, 2006

Aventuras viveu, jornadas foram feitas, apesar de continuar no mesmo lugar onde encontrava-se antes.

Outra vez, sua ultima jornada foi para sua terra natal, onde reencontra forças e esperanças nos olhos das novas vidas postas em seu KA, e através dos velhos olhos de seus antigos companheiros. Viu-se desta vez, de certa forma, distantes de alguns que eram próximos e muito mais próximo de outros.
Um de seus companheiros desta vez surgiu com conversas “perturbadoras” porém que o fizeram refletir. Seria este também um mago? Não sabe com certeza, mas uma coisa é certa, é sábio e, sua sabedoria lhe abriu novos olhos, os quais outrora possuia, porém, haviam se fechado. Seus sonhos foram questionados, e postos “a prova”, e em uma das únicas vezes em sua vida sentiu-se indefeso apesar de suas antigas e grandes pistolas com cabos de sândalo sempre a mão.

Um de seus mestres requisitou sua prensença ao seu Quartel General, mas sua ida realmente está difícil no momento devido a escasses de munição em que se encontra. Mas ele tem certeza que logo será possível esta aventura, se assim KA desejar. O KA é como um vento matreiro, nos leva para onde e como quer.
Outro fato importante, foi uma confabulação sobre dignidade e caráter, não seus, porém de pessoas próximas. Sua familia foi exposta por mentiras e devaneios de uma pessoa que era “amiga”. Estes assuntos precisavam ser resolvidos, e o pistoleiro ficou muito feliz por ter podido agir com a cabeça e não mais através de suas pistolas. Definitivamente não esqueceu o rosto de seu pai. E manteve-se firme ao ensinamento que um dia lhe fora dado: “Um pistoleiro nào atira com a mão, mas com a cabeça!”

Por fim o que lhe restou foi saber, que seus planos apesar de continuar os mesmos, ganharam novas variáveis novamente, novas ramificações e novas preocupações. Alcançar a Torre realmente ainda é importante? Consegue já saber o que é a Torre?