As coisas que não tinham sentido…

junho 26th, 2008
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Eu era teimoso em acreditar que algum dia eu veria sentido nesta musica, mas fazer o que.

Quero Voltar Pra Bahia – Paulo Diniz

Composição: Paulo Diniz/Odibar

I don’t want to stay here
I wanna to go back to Bahia

Eu tenho andado tão só
Quem me olha nem me vê
Silêncio em meu violão
Nem eu mesmo sei porque.
De repente ficou frio
Eu não vim aqui para ser feliz
Cadê o meu sol dourado?
Cadê as coisas do meu país?

I don’t want to stay here
I wanna to go back to Bahia.

Eu tenho andado tão só
Quem me olha nem me vê
Silêncio em meu violão
Nem eu mesmo sei porque.
Via Intelsat eu mando
Notícias minhas para “O Pasquim”
Beijos pra minha amada
Que tem saudades e pensa em mim

I don’t want to stay here
I wanna to go back to Bahia.

http://www.youtube.com/watch?v=A76NYqvSGn4

Hoje faz todo o sentido do mundo.

Fabrício Magnoni

Disfarces

junho 15th, 2008
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Noutro dia, fui à taverna rever os amigos e entreter-me um pouco. Mas como? – Vocês podem pensar. – Como uma princesa visita a taverna?Este é um lugar para guerreiros, príncipes, poetas e simples camponeses, não para a filha de um rei.

Sim, de fato, vocês têm razão. Contudo, como já lhes adiantei em conversas anteriores, se, por um lado, sou presa ao cargo real ao qual fui designada ao nascer; por outro, conquistei a liberdade através de minhas escolhas e meus disfarces. Aqui, quando saio escondida, não sou mais a princesa e sim, uma simples plebéia e, como tal, posso freqüentar o ambiente que bem entender.

É claro que não me arrisco a ir onde possa ser reconhecida. Tampouco mostro minha face ou converso com quem queira; como já disse, visito os amigos, e vou disfarçada. Mudo minhas vestes reais para simples tecidos de algodão cru, cobertos com uma capa escura. Esta protege também meu rosto.Procuro não chamar atenção. Entro quieta, e observo a tudo, e a todos.

Esta aventura também me serve de escola algumas vezes. Agindo como uma pessoa comum, obtenho aprendizados que não conseguiria como princesa. Olho atenta às pessoas; vejo como se portam, como vivem, e posso até descobrir seus anseios e angústias.

Acabei percebendo que não sou a única disfarçada ali. Não, não falo da troca de identidade da realeza…Falo do disfarce da face, das atitudes, até mesmo das palavras.

Quantas vezes enxerguei o sofrimento por trás de um sorriso, o amor, por trás das palavras de desdém, a insegurança, em atitudes agressivas? O interessante, e contrastante nisso tudo, é que não se consegue disfarçar o olhar. E como os olhos conseguem gritar em silêncio!

Palavras são ditas, atitudes tomadas, sorrisos, tudo, tudo isso se pode forçar. Menos o olhar…Até mesmo aos atores é árdua a tarefa de o controlar.

Mas penso, sinceramente, no quão simples a vida seria se não usássemos tantos disfarces. Se todos pudéssemos demonstrar em palavras, atitudes e sorrisos ou lágrimas, o que sentimos e como somos. Haveria mais discussão? Talvez. Porém, penso que haveria mais confiança no semelhante também. Jamais entraríamos numa relação sem saber qual a real intenção do outro, por exemplo. E quantas guerras seriam evitadas…Quantos reinos ainda estariam de pé?

Sei que sou utópica demais. Sei também que não há reino perfeito. E que fomos criados na imperfeição. No entanto, a cada aprendizado trabalho para conseguir ensinar a alguém a ser mais livre, ais consciente de suas qualidades e falhas, mais maduro.

Porque reino encantado não existe, mas sempre podemos ser pessoas melhores…

Os motivos do silêncio.

maio 17th, 2008
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Não é de hoje, toda vez que eu começo um novo trabalho eu saio de uma zona de conforto e domínio e vou para uma espécie de desafio. Aqui no México não é diferente e neste caso não é só o trabalho é o estilo de vida que mudou radicalmente, é duro falar português só quando você esta em casa.

Mas mais uma vez é uma luta de eu mesmo contra o tudo e todos, aqui numa situação ainda pior, em todas as outras oportunidades eu assumi projetos desde o início e toquei o bumbo aqui eu assumi o projeto exatamente na metade o que só vem a dificultar ainda mais. Ainda tem o confronto cultural, se no Brasil somos variedade aqui no meu projeto foi como sacar o icone de cada cultura e colocar aqui, indianos, chileno, peruano, mexicanos, colombiano, brasileiros de minas, do parana, de são paulo e cariocas. Estilos de trabalho, modo de vida e cultura que vem a se encontrar justo aqui e mesmo para mim que sempre estive acostumado em encontrar a linha comum de um grupo diverso, aqui parece ser impossível.

E a pimenta? a sensação que eu tenho é que tem pimenta no ar, no leite, na agua ainda ontem me deram um “doce” que era salgado e com pimenta. Cheguei a pensar que tinha alguma coisa errada, mas enfim quem sou eu pra julgar a cultura e os habitos de um povo uma nação?

Não tem sido dias faceis, a Georgia esta aprendendo espanhol, ja entende quase tudo mas ainda não fala muito então neste processo eu acabo suportanto ela nas atividades fora de casa, tem sido dificil para os dois, mas a Georgia simplesmente ama o lugar, afinal a base da alimentação é o milho e não o trigo como no Brasil, então aqui é a terra prometida dos Celiacos.

Sinto falta de falar português, de comer doce de banana, de churrasco, de boteco, de balada e das minhas famílias.

Mas não se enganem, isto é apenas um desabafo, só pra explicar o motivo do meu silêncio. Eu estou aqui, forte e seguro do que eu estou fazendo é o certo e o melhor e mais uma vez como retorica da minha vida eu vou provar que eu não ninguem mais estava certo, vou terminar de arrumar a casa em alguns dias e logo os mesmos que hojem fazem peso serão aqueles que vão me empurrar.

Desabafo.

maio 16th, 2008
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Alguns dias parecem ter mais de 24 horas. São aqueles em que por mais que não se queira pensar em determinado acontecimento, ele não lhe sai da cabeça. E ainda traz consigo outros tantos que me remetem a refletir sobre os meus 27 anos de vida. Enquanto vida de bebê não tinha do que reclamar, eu nem me lembro mesmo daquela fase. Quando criança tinham as brincadeiras e um mundo a descobrir, quando podia me ver como uma super-heroina do desenho animado munida de poderes para combater o mau e voar, eu era a Sheeha e tinha o gato guerreiro (não me lembro exatamente se a Sheera voava más era assim que me sentia). A adolescência já começou a complicar minha vida. Lidar com problemas familiares e começar a pensar em o que ser num futuro não muito distante me apavorou e eu me deprimi. Foi um período de luto pela morte da minha infância, o único período em que realmente fui feliz. A juventude trouxe consigo a “adultice”, ser jovem e ser adulto chegou tudo na mesma época. A vontade de ter um trabalho pra fugir da barra da saia dos pais, conquistar liberdade, procurar independência, tudo utopia. Com o trabalho veio a responsabilidade e os “grandes caciques/chefes” se tornaram tão ardilosos e odiados quanto os membros da família. Começaram as decepções… Ao atingir a maioridade e  garantir a tão sonhada carteira de motorista era como se a sheeha agora tivesse um sheera-móvel, que a levasse para os lugares sem se cansar, más uma guerreira só não se manteve. Foi nessa época que a internet surgiu pra mim, mesmo com o sheeha-móvel na garagem e o bolso vazio, dava pra confabular coisas com os outros pelo fio do telefone. E foi numa noite dessas de bolso vazio madrugada adentro que eu conheci um grupo que se chamava PANTEON. Criação:::diversão e destruição. Era a liga que eu precisava, e eles também precisariam dos meus super-poderes. Foi com os membros deste grupo que eu aprendi mais sobre amizade, companheirismo, diversão. Sinto orgulho em ter no meu pequeno rol de amigos um cara inteligente como Fafá, que apesar da distancia e da pouca convivência me conhece melhor que meu pai, minha mãe e meu irmão juntos. Um cara com sensibilidade suficiente pra sentir na minha voz ou num simples email se eu estou bem ou não. E hoje, aos 27 anos, de novo só estou. Diferente de muitos eu ainda não me casei, nem tive filhos, e nem mesmo me formei, até me decepcionei com a escolha que fiz pela profissão, más ainda assim não me arrependo. Me arrependeria caso não tivesse tentado. Más fica a frustração de ter feito a escolha errada, de pensar: – porque não optei por outro caminho? Muitos dizem que ainda há tempo,  más o tempo que passou não volta, se perdeu,  e fico aqui imaginando por que isso agora tem tanta importância? Será uma crise de meia idade antes mesmo de chegar aos 30? Será paranóia de soldado que depois de tanto ter lutado na guerra e sobrevivido, volta para casa e não tem mais os seus para contar sobre as batalhas? O que me falta? Nesse momento um bom gole de vinho me faria tirar o nó da garganta que insiste em ali ficar e fazer meus olhos arderem enquanto derramam lágrimas de tristeza e solidão.

Grazi Ducati

(…) O que fazer para ser compreendido? Como chegar à utópica idéia de que seremos realmente quem desejamos ser, não importando o meio no qual estamos inseridos? De que forma fazer o outro enxergar o que ele não consegue ver? De que forma conseguiremos ser enxergados como merecemos? (…) – Trecho de um texto intitulado como Escolhas e postado por Princesa, na pagina do panteon.com.br. Lì este e tantos outros e me deu vontade de escrever também!!!

Escolhas

abril 28th, 2008
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É chegado o momento de escolher. Não há mais tempo para adiar, já conseguimos avistar a encruzilhada logo à frente, e temos de prosseguir.

Meu coração inquieto, não sabe qual direção tomar. Dessa decisão, dependem todos à minha volta. Por ser princesa, preciso agir com bastante cautela e racionalidade.

Mas como fazê-lo quando grita o coração? Por certo, sabemos que todo nosso ser é guiado pelo cérebro e, por isso, devemos seguir a este sem titubear. Mas… E quando algo nos esquenta o peito implorando para mudar? Não seria isso algum tipo de aviso sobre perigo adiante? Ou um prenúncio de que, se prosseguirmos na direção contrária, passaremos o resto de nossa existência na busca incessante de alguma razão coerente para esse feito? Ou ainda, o presságio de que muitos serão machucados por essa decisão?

O que fazer para ser compreendido? Como chegar à utópica idéia de que seremos realmente quem desejamos ser, não importando o meio no qual estamos inseridos? De que forma fazer o outro enxergar o que ele não consegue ver? De que forma conseguiremos ser enxergados como merecemos?

Não sei. Hoje não tenho respostas. Somente perguntas. O que vem à minha mente é tão só a afirmação que não canso de repetir a mim mesma: que a vida é feita de escolhas.

Por mais dolorida que seja, por mais drástica que seja a conseqüência, você deve escolher! Tomar uma atitude, seguir numa posição e privilegiar o seu desejo, a sua verdade.

Mas, como fazê-lo quando se sabe que isto será em vão? Sei que devo, racionalmente, tomar o caminho mais seguro, que me aconchega e ampara, porém continuo a desejar o caminho tortuoso, árduo, obscuro e que já me fechou seus portões várias vezes. Então prossigo nesse impasse: de um lado, o certo, porém sem paixão. Do outro, a paixão, sem a quietude e a certeza. E ainda, de portões fechados!

Resolvi sentar e pensar um pouco mais. E descobri que, não importa qual seja a decisão, decidir é por si só um ato de muita coragem. É dar a cara a tapa, é deixar cair a máscara, a maquiagem.

Após isso, e já que não tenho coragem suficiente para decidir o caminho neste instante, tomo por minha decisão simplesmente seguir. Vou fechar meus olhos e deixar o instinto me guiar, numa incoerente coerência. Mais à frente, enfrento as conseqüências. E caso perceba ter tomado a direção errada, não hesitarei em voltar. Pois, assim é a vida: feita de escolhas, erros, acertos, e recomeços.

Onde esta o Ferris?

março 20th, 2008
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Nada como dias sozinhos para uma melhor reflexão de tudo. Quando eu era criança, na sessão da tarde passava um filmasso, “Curtindo a vida adoidado”, claro que isto é uma tradução tosca de “Ferris Bueller’s Day Off ”, acho que foi um dos primeiros filmes do Matthew Broderick, mas quem se importa com isto? Eu não. Era a história de um colegial que era dotado de um excelente poder de comunicação, tecnologia e grandes amigos. Melhor na época impossível, pra mim só foi superado por “De volta para o futuro” à trilogia é claro, mas esta também é outra história.

Eu queria ser o Ferris, ter tudo quanto era porcaria tecnológica, saber me comunicar e ter grandes amigos. Histórias para contar então eu teria várias, todo fim de semana seria um filme. Mas tem um problema, a história do filme não mostra o Ferris até a morte e deixa bem claro que ninguém sabe o que vai ser. Caso alguém vá pesquisar, na tradução do português, diz que ele vai ser um grande líder mundial, já o original, diz que ele vai ser cozinheiro em uma praia.

Sinceramente, qualquer uma das opções esta excelente pra mim, mas este é só o fim da vida dele, não o meio, cadê o resto da história? Onde esta o Ferris?

Durante tanto tempo quando sou capaz de lembrar, desde que comecei a me dedicar à vida profissional o que eu mais escuto são para frases como “Esta história é velha”, “Quando vamos ter novas histórias?”, “O Panteon era outro naquela época!” e por aí vai. Assim, na pratica mesmo, as pessoas mudam e tem que seguir um fluxo normal na vida, não da pra só fazer festa à vida toda, comer a mulherada e viver com R$ 300 por mês.

Não são os heróis que morrem, somos nós que envelhecemos e paramos de acreditar neles. Mas eles estão lá, seja desembaraçando a política, conseguindo empregos, montando empresas e estas são as novas histórias. Já não somos os mesmos, nem mesmos nossos ícones, mas coisas nunca mudam. A maior parte de vocês eu conheço há 10 anos ou mais, mesmo a mulher com quem vou me casar esta comigo, entre idas e vindas, há oito anos.

Sinceramente eu normalmente não me desculpo pelas coisas, mas lamento dizer que cresci, não mudei, mas cresci. Não tenho mais histórias de putaria, nem de briga, só coisas corporativas que quando conto aqui neste mesmo canal a maior parte de vocês não entende e ainda leva em consideração achando que estamos nos “tecnocratizando” e querem criar movimentos para que isto não aconteça, quando para mim, são apenas histórias, as novas histórias.

Também não quero dizer que não sou o mesmo líder que há muito tempo eu fui, eu apenas cresci, então muitos sentiram a diferença. Deixar a liderança do grupo para ninguém foi à coisa mais difícil que eu já fiz, afinal da primeira vez eu e alguns de vocês me ajudaram a criar um príncipe. O que eu aprendi com isto? Que você deve amar seu filho pelas escolhas dele e não pelas suas. E eu amo.

Claro que não foi só esta experiência que passei, foram tantas e tudo hoje faz parte de mim e ser um Panteonico foi mais significativo pra mim que qualquer outra coisa. Inclusive a minha vida profissional só deu certo por causa do grupo. É outra história, mas em duas semanas de GVT eu tinha cerca de 40 pessoas respondendo pra mim, tinha meu espião e montava o meu cartel, onde você acha que eu aprendi isto? Com todo o perdão ao Nilo, não foi na escola, foi aqui nesta casa.

O Ferris ainda esta dentro de mim, certas coisas não vão mudar, mas sinceramente hoje eu preciso apenas me dedicar a conseguir ser um cozinheiro na beira da praia, espero que entendam isto e que alguém, mais novo e com disponibilidade a ter novas histórias assuma.

O antivírus.

fevereiro 24th, 2008
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Desde o início dos tempos o único fato que é certo é que vivemos uma evolução. Evoluímos de uma única célula até um organismo complexo com capacidade de raciocínio e movimento de pinça. Desde então, evoluímos por nós mesmos, não deixando a cargo da própria natureza a sua utilização e fim.

Evoluímos tanto que começamos a achar que nós, organismos ácidos, que respiramos oxigênio, bebemos H2O e produzimos metano somos o melhor que a capacidade ecológica deste planeta produziu.

Somos como uma peste, que devasta tudo e que provavelmente vai causar o próprio fim, mas muito antes disso, coisas piores vão acontecer. Quisera eu fosse um profeta do apocalipse e que pudesse dizer que seres de outro planeta ira nos salvar, até porque por puro ato de ignorância teríamos atacado-os com toda nossa fúria para proteger o mundo patético que criamos, ah sim, criamos, porque não era pra ser assim.

Pouco depois do raciocínio teria nascido aquilo que universalmente conhecemos como “AMOR” e pelo amor sem fim o ódio seu verso teria assim nascido também. E como gêmeos idênticos são quase impossível saber a diferença dos dois.

A partir deste evento magnífico surgiu o conceito de família e depois de sociedade e a sociedade por si só decidiu definir aquilo que seria moralmente aceito e ético. Com a moralidade e ética criada a sociedade esta armada de moldes onde poderia encaixar ou não qualquer espécie vivente na terra, afinal, o que não faltam são sociedades, todos estão devidamente encaixados em uma, seja qual for. Não é difícil, eu mesmo me encaixei em várias.

Mas existem sociedades grandes como a dos pobres e pequenas como a de ricos e menores ainda que sejam aqueles que vocês nem sabe quem são, mas são eles que diretamente regem todas as demais, mas vamos falar desta horda sinistra mais pra frente.

Ao largo disso existem sociedades mais simples, mas com muito mais poder. Religiões levam as pessoas a fazer tudo a troco de fé, que só poder ser representada pelo medo da morte, pois salvo isto, tudo o demais, esta nas mãos das próprias pessoas.

Somem os fatos das sociedades poderosas e religiosas e vocês terão uma mínima idéia de quem controla o mundo.

Agora você ficou indignado? Ninguém te controla certo? Então o que esta você a fazer atrás deste monitor, usando roupas de marca, com seu celular ao lado, afinal alguém pode entrar em contato contigo para fazerem o que a sociedade prega como certo e viável, se socializar, claro que dentro das regras e padrões estabelecidos. Os índios pelados, os brancos vestidos e os negros repreendidos. Eu não sou negro, sou gordo, mas entendo bem o que é ser discriminado, afinal eu já fui magro.

E assim você segue, na mão de poucos, controlado por uma religião afetada. Vamos ser práticos, seus filhos às vezes te tiram do sério, são homossexuais, locos, querem estudar musica, bandidos e etc. eles estão completamente fora do padrão, mas vamos lá, você não iria querer que só por causa disso ele passasse a vida toda no inferno, ardendo em chamas e chorando, então porque Deus ou qualquer outro ser super poderoso iria querer isto a você que é filho dele?

Então vamos a um breve resumo até aqui, a natureza deu a nós humanos a oportunidade de fazer parte dela e nós estamos super bem nesta tarefa, populamos o planeta, consumimos todas as suas reservas para fins comerciais e estamos à beira de um colapso climático. Tenho que admitir que alem de mim, todos os meus antepassados são caras realmente fora do comum.

O que é fato, nós nos tornamos um vírus para o planeta como um todo. Não só ecologicamente, mas principalmente socialmente, definindo o que é certo ou errado quando o que é certo é que nós nascemos sem nome, pelados e pelo caminho da luz. Conseguimos transformar tudo aquilo que foi nos dado em regras e paradigmas que manipulados por alguém que deseja a sua ordem, não a ordem da sociedade, conseguiu em gerações transformar a vida neste planeta num caos.

Munidos do que eles alegam ser o “livre arbítrio”, regras e ética nos transformamos no maior organismo vivo deste planeta, afinal, estamos diretamente conectados. Claro que na maior parte do tempo é entretenimento, é o destino mantermos nossas mentes ocupadas, mas é obvio que estamos conectados por uma mídia global de mentiras e correlações forjadas para que você deseje ser alguém, ter algo ou viver com mais segurança, quando tudo que você precisa é a luz do sol, água e alimento.

Você se pergunta; Luz do sol? Claro é impossível ter vida sem sol, sem água e sem formas de obtenção de energia. Então o sol, este sim é o senhor de todos os deuses, tão caracterizado quanto se pode é ele o responsável pela invenção de todos os deuses e por conseqüência todas as religiões deste mundo.

Outro resumo até aqui é que, somos filhos do sol, tudo que é para acontecer conosco esta sendo planejado por alguém e que religiões se aproveitaram da única coisa importante que é o sol para criar seus deuses e explicar a vida sem ele seria de pura escuridão.

Enfim, tudo isto se criou até hoje, de forma espontânea, sobre controle de pouco e com um destino quase tão incerto quanto o dia de amanha isto ira se acabar.

Eu escolhi ser um guerreiro, escolhi ser de uma família e escolhi meu próprio nome, eu escolhi ser o antivírus e me aproveitar de tudo que eu sei para que eu possa de uma forma a afetar diretamente a liberdade e a escolha do mundo onde eu vivo positivamente.

Cansei de viver sobre as imposições de pessoas que já se foram ou mesmo de contribuir para que tais oposições permaneçam valendo. Não esperem de mim novas imposições, não esperem de mim uma mudança rápida e muito menos esperem que seja eu o responsável final por tudo isto, mas o que é fato, é que será aquele que nascerá de mim o responsável.

A mudança vai acontecer primeira na minha casa, no lar onde eu vivo e com as pessoas com quem eu me relaciono. A mudança usará aquilo que este vírus tem de pior para indexar ainda mais o seu processo, por isto eu sei, que o futuro do meu futuro será melhor.

E como tudo, será uma nova ordem que derrubará a estabelecida hoje e no futuro será derrubada por outra ainda melhor, mas a mudança é imprescindível e quem não mudar cairá e será excluso através dos próprios moldes por ele estabelecidos.

A quem nunca entendeu o que é o Panteon, passo assim a mais simples imagem, nós somos o antivírus e nós vamos vencer.

Preparação

fevereiro 14th, 2008
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Cada caminhante possui seu mapa e nele marcados de acordo com as experiências passadas, os atalhos ou vias estratégicas que os levam por onde querem ir.

Quando decidimos trilhar um caminho e somos apoiados pelas pessoas a quem temos imenso respeito e apresso em nossa decisão, dificilmente voltamos atrás e, mesmo que você volte atrás o caminho que já foi percorrido nunca é o mesmo na volta. A transformação e o desenvolvimento estão no caminhar, está no suor derramado, no conhecer novos lugares, e está principalmente na força criada pelos músculos ao transpor os obstáculos encontrados.

Desde o momento da decisão do rumo a ser seguido, venho me empenhando na preparação para a hora da batalha. A cada treinamento aumenta o aperfeiçoamento de táticas conhecidas e também propiciam o aprendizado de técnicas mais avançadas de combate.

Ao reprogramarmos a mente, aumentamos nosso poder de percepção do que está a nossa volta e de como podemos usar o potencial do nosso corpo para nos relacionar melhor. Tomar conhecimento da lingüística tem auxiliado bastante na persuasão de pessoas e na abordagem das negociações estratégicas em reuniões de cúpula que vêm antecedendo a campanha.

Todos os esforços de planejamento e ações prévias vêm sendo analisados de perto pelo Mestre em Guerrilha. Cada passo é minuciosamente relatado e até mesmo gravado para que não se perca nenhum detalhe.

Daqui a alguns dias terei em mãos a melhor arma estratégica disponível. Graças aos treinamentos de graduação, poderei tirar maior proveito das informações precisas que poderei relacionar com o mapa de todo o território. Será muito mais fácil posicionar as tropas para que o ataque seja ardiloso e certeiro.

A experiência mostra que uma hora de ação exige mil horas de preparação. Compreendendo a discussão sobre os objetivos, a tática principal e as variantes, os ensaios, as negociações e os movimentos de força, tornaremos convincente a nossa proposta.

O Panteon não é um grupo militar, mas não significa que não estejamos preparados para a guerra. Amamos a paz, mas também amamos a justiça e defendemos nossa honra.

“Não há nada que o treinamento não possa fazer. Nada está além do alcance.”

Estiagem

fevereiro 14th, 2008
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Nos últimos dias, a chuva nos brindou com sua presença. A estiagem, não muito comum em nossas terras, já perdurava por duas estações. Sem condições de colheita, alguns de nossos súditos migraram para reinos distantes, à procura de sustento e sobrevivência.

Dentre os que aqui permaneceram, muitos morreram pela fome ou nas lutas pelos restos que sobravam do castelo. A crise estava gerada.

Diante dos pés rachados de seus vassalos, meu pai resolvera buscar alianças nos reinados vizinhos, mas, nem todos eram como ele, sensível ao sofrimento de seu povo.

O rei encontrava-se só em sua batalha. Contando apenas com os poucos recursos que nos restavam, traçou metas e decretou novas leis que deveriam ser seguidas: tudo em função de minimizar o padecimento geral. Mas isso não fora suficiente, era preciso, no entanto, que todos entendessem e aceitassem suas decisões.

Foi então que um feudatário, singelo como suas vestes, solicitou uma hora conosco. Ele tivera uma idéia para que todos trabalhassem em prol da mesma meta, alcançando assim a melhoria das condições gerais. Pediu permissão para conversar com os súditos, e solicitou que meu pai decretasse que as mesmas leis deveriam também ser seguidas por todos os habitantes do castelo. E assim foi feito.

Hoje, nosso reino retornou à sua força de outrora, e todos retornaram às suas vidas cotidianas. O diferencial é que agora todos percebemos que, juntos, podemos sim fazer a diferença, e nos tornarmos uma nação ainda mais potente e em paz.

Somente quando nos vemos em situações desesperadoras, encontramos força para atravessá-las. E essa força aparece de onde menos se espera…

Carnaval 2008

fevereiro 13th, 2008
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Fotos do Bloco Oficial do Panteon de Itaipulândia no Album.

http://www.panteon.com.br/fotos/thumbnails.php?album=54